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Dia longo e variado

De manhã, depois da passada básica pela internet (emails, blog, twitter) e rádio e TV (noticiário), fora atribuições pessoais (arrumar a casa, meditar), fui ao dentista. Era para ser rápido, a conclusão de um tratamento (de um dente que eu quebrei, acho, na campanha de 2004. Eu quebro um dente por campanha eleitoral. Bruxismo.), mas houve uns problemas de última hora e acabou sendo demorado. No caminho para o consultório, eu tive tantas idéias e lembranças de coisas a fazer que, durante o tratamento, fiquei com meu caderninho fazendo anotações.

- Ainda de manhã, reunião de encerramento da Comissão de Infância, Adolescência e Juventude (o nome é maior que isso, mas esse resumo tá ok) - balanço das atividades do ano. Sob a presidência do Paulo Fiorilo (PT), foi bem mais produtiva que o ano passado, e mais equilibrada entre os temas infância/ adolescência e juventude. Uma garotada do Projeto Guri se apresentou no plenário – pena que não tinha quase ninguém pra ver. Improvisei uma entrevista com alguns dos meninos – o trompetista, o saxofonista... O que dá dó nesse projeto é que eles aprender a tocar um instrumento e depois... Depois pode não rolar mais nada. Porque eles sequer têm um instrumento... Imagine o que é aprender a tocar violino e depois nunca mais ter a chance de encostar em um violino na vida – a menos que você seja um virtuose e acabe vivendo disso de alguma maneira. Por essas e por outras que eu tenho a maior vontade de criar uma linha de crédito especial para a aquisição de instrumentos musicais, com subsídio etc.

- Antes do almoço, no Gabinete, mais emails etc e discussão com assessores sobre Projetos de Lei em pauta (muitos, nesta época do ano). E também conversas em torno das possíveis sedes para a equipe do nosso sonhado blog sobre a Câmara. A melhor que apareceu, por enquanto, para as nossas possibilidades, foi uma sala na Líbero Badaró (R$600 com tudo incluído, aluguel e condomínio). Vantagens: não é muito apertada, é bem perto da Câmara e o preço tá ótimo. Desvantagens: não tem banheiro próprio, o prédio não tem conexão de cabo para TV ou internet Banda Larga. Continuamos procurando... E querendo muito arrumar $ para sustentar o trabalho!

- Entre um assunto e outro, troca de provocações sobre o título do São Paulo e o Ronaldo no Corinthians. - Recebi uma ligação de um vereador eleito em Sud Mennucci. Tem 19 anos e recebeu a seguinte sugestão: “Fala com a Soninha. Ela tem muitos projetos legais para Juventude”. Combinamos conversar muito por email. “Googlei” a cidade e descobri que é uma graça. É “um dos 44 municípios [só 44!!] com o certificado de “Município Verde”. Não fica longe do Tietê, onde ele é largo e parece mesmo um rio de verdade... É naquela parte bem quente do estado, a Oeste, como eu já imaginava. Segundo um dos sites, tem 7.500 habitantes. São 9 vereadores – o mais votado teve menos de 400 votos. O prefeito se elegeu com dois mil e poucos – o problema é que esses foram “100% dos votos”, enquanto seu concorrente teve “zero”. Obviamente, tem aí alguma decisão judicial anulando os votos no concorrente, mas não consegui descobrir o que foi. Sud é uma “cidade digital”. Pode-se navegar na internet usando a conexão sem fio nas ruas e praças. “Me segura, que eu vou acabar me mudando pra lá!”.

- Assessores fizeram relatórios das atividades dos últimos dias – acompanhamento do Urban Age, Bicicletada (reprimida) na descida da Serra do Mar, visita à unidade da Fundação Casa, redação de emendas ao Orçamento, recebimento de denúncias, etc.

- Depois do almoço, durante o qual discutimos (eu e assessores) a revisão do Plano Diretor, falei com uma repórter do DCI sobre cortes no orçamento municipal, promessas de campanha, custo do transporte, precatórios, outros PLs importantes que ficarão para o ano que vem (a tal revisão do PDE, o Plano de Mudanças Climáticas, os dispositivos que regulamentam o PDE...)

- Breve reunião com o presidente do Diretório Municipal do PPS (na quente e apertada sala da liderança do partido na Câmara) para conversar sobre o fim deste ano na Câmara e o ano que vem, com nossos dois novos vereadores (Claudio Fonseca, que já foi vereador pelo PCdoB, e Dr. Milton, recém-chegado).

- Reunião do Colégio de Líderes (na verdade, aberta a todos os vereadores, não apenas às lideranças de cada bancada) para discutir a pauta do fim do ano. O que vota, o que não vota... Maior berreiro, como costuma ser. Nada de grave, só exaltação. A única coisa que ficou “acordada” (isto é, em torno da qual houve acordo) foi que a Sessão Plenária ficaria suspensa para reunião da Comissão de Finanças, em que discutiriam/ aprovariam a proposta do relator. A reunião foi no próprio plenário. Enquanto os vereadores membros da Comissão discutiam, aproveitei para analisar mais alguns projetos com um dos meus assessores. Demoramos mais tempo no PL da reformulação do Conselho Municipal de Cultura. Em geral, acho que ele fica muito melhor com essa proposta (de autoria do Executivo). Eu mudaria uma coisa ou outra – inclusive um erro de redação em um dos artigos, que eu já mostrei para o Líder do Governo e ele diz que vai providenciar a correção. (Depois eu explico melhor, senão não sairei deste ponto). Analisei também um PL que trata de multas para as antenas (de celular, principalmente) instaladas irregularmente. História sem fim... Em 2006, a prefeitura mandou o projeto para a Câmara em “regime de urgência”. A proposta era aumentar as multas de 6 mil para 50 mil reais, uma vez que elas não faziam nem cócegas nos infratores, então perdia todo poder de punição/ indução. Até hoje esse assunto não está resolvido, depois de muitas idas e vindas. Resumindo: o importante é encontrar um ponto de equilíbrio, em que a multa não seja tão irrisória que neguin’ prefere pagar e continuar irregular, nem tão astronômica que fica muito mais em conta subornar um agente vistor (e continuar irregular).

- Acabada a reunião da Comissão de Finanças, voltou a reunião do Colégio de Líderes. Alguns dos pontos em debate: ler em plenário o relatório da Comissão de Orçamento ou esperar a publicação no Diário Oficial no dia seguinte? Colocar em pauta quais projetos de vereador, em 1ª. e em 2ª votação? Derrubar ou não derrubar vetos? Como o Executivo avalia determinadas propostas? O que diz a Lei de Responsabilidade Fiscal? E assim fomos analisando cada um dos 55 projetos de vereador sugeridos para o acordo de votação/ aprovação em plenário. Sosseguem: o colégio de líderes recusou a inclusão na pauta do projeto do Edivaldo Estima (que decidiu ficar no PPS, sabendo que não teria legenda para a eleição deste ano, porque ele e o partido divergem muito mais do que concordam). Que projeto? Aquele que isentava os advogados do rodízio de automóveis.

- Outras coisas foram decididas na reunião, mas vou falar só de mais duas: 1) Amanhã (quarta) tem Sessão Extraordinária a partir do meio-dia para discutir o relatório do Orçamento em plenário. 2) Hoje mesmo seria votados projetos de vereadores “em 1ª”. (isto é, que ainda precisam passar pela primeira votação em plenário. Não pensem que foi fácil chegar a isso – e mesmo assim não deu certo. O vereador Trípoli (PV) não aceitou participar do acordo de jeito nenhum – o que significa que ele obstruiria as votações todas. O problema é que ele faz questão de derrubar o veto de um projeto seu, mas a maioria das lideranças não concordou com isso. (Também espero conseguir explicar melhor o problema outra hora, senão não termino nunca). - Congresso de Comissões no plenário (idem parêntesis anterior).

- Mais discussão com assessor sobre outros projetos meus que podem ser aprovados antes do fim do ano (ibidem).

- De volta ao Gabinete, mais uns despachos finais (ex.: assessor apresentou resultado de uma pesquisa sobre projetos de “áudio-trilhas” para cegos – assunto pelo qual me interessei ontem, depois de evento do Instituto Rodrigo Mendes na Secretaria Estadual da Pessoa com Deficiência). (idem aqueles parêntesis).

- Discussões sobre a agenda da semana e do fim-de-semana (tá lascada). - Debate no Sesc Vila Mariana sobre o Festival Entretodos (de curtas-metragens sobre direitos humanos). Na “mesa”, o Jorge Grinspun (um dos organizadores/ curadores), eu, o Gregório Bacic (referência mais fácil: dirige o “Provocações”, do Antonio Abujamra, na TV Cultura) e o Fernando Meireles (aquele...). Na platéia, diretores, atores, editores... O Secr. Adjunto da Cultura e o presidente da Comissão Municipal de Direitos Humanos. Foi muito bom.

- Com tudo isso, não consegui ir ao lançamento do livro de um geólogo de quem sou fã (era às 17:00 no IPT, lááá na Cidade Universitária) nem a uma reunião do Viva o Centro (posse da nova diretoria ou algo assim). Aliás, a quantidade de lugares a que eu pretendia ir mas não consigo é igual o espaço do Google Mail: aumenta sem parar.

- Passei rapidamente na Câmara outra vez para pegar meu celular, que esqueci lá (cabeça...)

- Cheguei em casa louca para não fazer mais nada, mas achei melhor “blogar o dia” e não ficar me torturando amanhã: “Preciso escrever, preciso escrever, preciso escrever”. - Se bem que... Eu PRECISO escrever. Os assuntos pendentes neste post. Assuntos acumulados nos últimos dias (Campeonato Brasileiro, despreparo policial, filmes, livros, viagens, Videoconferência, reforma política...). Coluna da Vida Simples. Alguma coisa nova para o blog da MTV. Entrevista por email. Respostas aos comentários dos blogs. Mas pelo menos o grande relatório de terça-feira, ainda que com lacunas, já está no ar. Posso dormir? (POOODE!)



Escrito por Soninha às 00h13
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